Zero discriminação por um mundo ideal, justo e igualitário

Desde 2014, na data de 1º de Março é celebrado o Dia Mundial da Zero Discriminação. Data instituída pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para promover o respeito pela diversidade e a rejeição a qualquer tipo de preconceito.

 

Inicialmente, o dia era voltado para campanhas a fim de conscientizar pessoas do mundo todo sobre as situações de vulnerabilidade e infecção pelo HIV. As campanhas do Dia Mundial da Zero Discriminação da Unaids buscavam, e ainda buscam, a extinção de novas infecções pelo vírus da Aids até o ano de 2030. Porém, como os casos de discriminação e preconceito são resultados de intersecções de múltiplos fatores, como a renda, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero, etnia etc, com o passar dos anos, à luz desses outros problemas que também precisam ser combatidos, as campanhas contra o HIV começaram a se unir com mais causas sociais.

 

A campanha de 2020, por exemplo, foi atrelada ao empoderamento feminino e denúncia de situações de desigualdade, maus tratos e agressão contra a mulher.

 

Tendo em vista que o respeito é um direito humano básico, nós, do Instituto Livres, concordamos com esse movimento porque também está em nosso DNA a luta por um mundo ideal, justo e igualitário.

 

Como contribuímos para a ‘Zero Discriminação’?

Talvez nossa maior contribuição para esse dia seja o combate à desigualdade social no sertão nordestino por meio de projetos socio humanitários.

 

Querendo ou não, o acúmulo de grande quantia de capital nas mãos de poucas pessoas ainda é uma das causas da maioria dos problemas que as pessoas pobres enfrentam. Problemas como a falta de investimento básico em comunidades distantes de centros de grande circulação de informação, ocasionando a falta de recursos como água e alimento.  

 

O relatório Tempo de Cuidar – O trabalho de cuidado mal remunerado e não pago e a crise global da desigualdade, divulgado em 19 de janeiro de 2020 pela organização internacional não governamental, Oxfam, que trabalha com cerca de 90 países parceiros ao redor do mundo, incluindo o Brasil, para acabar com as injustiças que causam a pobreza e miséria, indica que 2.153 bilionários no mundo detinham mais riqueza que 60% do restante da população do planeta.

 

Em tempos de enfrentamento à pandemia da Covid-19, o portal jornalístico Opera Mundi apurou que: esses mesmos bilionários não apenas já se recuperaram das perdas causadas pela pandemia, como também suas riquezas cresceram em 3,9 trilhões de dólares. Por outro lado, a população pobre irá levar cerca de 14 anos para retomar suas economias.

 

A discrepância nítida na capacidade de recuperação financeira das pessoas pertencentes a diferentes camadas sociais mostra que nem todos são afetados por crises de formas iguais.

 

No sertão do Piauí, onde se concentram a maioria de nossos projetos, convivemos diretamente com a população que irá levar ao menos 14 anos para voltar à uma ‘vida normal’. Normal que não deve ser tomado como uma vida boa, pois as famílias, em grande parte do sertão do Piauí, por exemplo, vivem com uma renda mensal inferior a R$450,00.

 

Por isso que, mesmo com uma recuperação econômica, essas famílias ainda precisam de nossos projetos para uma vida mais digna de ser vivida.

 

Assim, com os projetos Missão Social, Mais Água, Impacto Sertão Livre e Livre Ser, buscamos fortalecer a luta por uma sociedade com zero discriminação, combatendo também a desigualdade social.

 

O que você pode fazer?

Se junte à essa luta. Se você não puder fazer parte de uma grande organização com projetos que afetam comunidades ou até mesmo países inteiros, tente mudar quem está ao seu redor. Faça com que a mensagem de respeito pela diversidade e rejeição a qualquer tipo de preconceito chegue até seus colegas de trabalho, amigos de escola e faculdade, sua família e quem mais puder alcançar. Se junte à luta do Dia Mundial da Zero Discriminação.

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