Você já doou hoje?

Você já doou hoje? A cultura de doação precisa ser ampliada no Brasil. Nos últimos meses, com a pandemia do covid-19, as doações no Brasil bateram recorde, segundo a Associação de Captadores de Recursos (ABCR).

 

Foi um volume expressivo e teve a participação de pessoas, empresas e instituições de todos os perfis socioeconômicos. Mesmo entre doadores e doadoras da classe média majoritariamente que apoiaram as causas, houve uma resposta rápida e muito positiva das pessoas quando o Livres fez um convite às pessoas para que nos ajudassem a não permitir o encerramento de nossas atividades.

 

A emergência em saúde pública exacerbou as desigualdades sociais do país e fez muitas pessoas enxergarem uma grande parcela da população que vive em extrema pobreza. Os números positivos das doações na pandemia mostraram que há um grande  potencial doador no Brasil.

 

Na prática, a cultura de doação no Brasil precisa ser mais desenvolvida e difundida. O Brasil ocupa a 74ª posição no ranking mundial de doações, segundo o relatório World Giving Index 2019. Apenas 0,2% do PIB brasileiro é investido em filantropia segundo o IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social). Não há dúvida de que o povo brasileiro é generoso e está disposto a ajudar quem precisa. Mas por que será que isso não se reflete nas doações?

 

Alguém poderia supor que o motivo do brasileiro não doar mais seria por flata de condições financeiras.  Contudo, Mianmar, um dos países mais pobres do sudeste asiático, foi o segundo mais generoso, mostrando que a cultura de doação não depende de riqueza.

 

Talvez, outro grupo justifique o baixo índice de doações pela falta de confiança nas organizações sociais. Como todos os demais segmentos e setores, o terceiro setor não está livre dos mal-intencionadas, contudo, eles são minoria. A boa notícia é que existem muitas ferramentas que permitem ao doador conhecer e validar as organizações idôneas. Confira aqui a governança e transparência do Livres a respeito dos recursos recebidos e como são investidos!

 

É possível checar se a organização tem selos e certificações de transparência e boa gestão, além de podermos consultar os relatórios de resultados e demonstrações financeiras. Nos últimos anos a percepção do brasileiro a respeito das organizações sociais melhorou bastante. A parcela da população que acredita que o trabalho das OSCs impactou positivamente suas comunidades passou de 72% para 79%.

 

A percepção positiva da população brasileira geral sobre a atuação das OSCs passou de 73% para 83%. Este é o momento de trabalharmos juntos para a efetivação de uma cultura de doação no Brasil e ampliação do impacto do trabalho que fazem.

 

É importante observar que não há concorrência entre as OSCs. Não há qualquer necessidade de disputar doadores onde ainda há tanto potencial de crescimento de novos doadores, cada qual com a empatia específica e conectada a causas. O maior concorrente das organizações sociais são, exatamente, os problemas que elas enfretam, os quais elas se dedicam a mudar.

 

Quer nos ajudar a ampliar a cultura de doação no Brasil? Conte para um amigo, familiar, colega de trabalho sobre a nossa causa, sobre os benefícios de doar e o incentive a fazer parte dessa missão!

 

Fonte: Estadao

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