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Setor cultural sofre os efeitos da pandemia

 

O mundo inteiro está vivendo uma crise sanitária e econômica causada pela pandemia da Covid-19 que, só para constar, ainda não acabou. É difícil alguém passar completamente ileso dos efeitos do agravamento dessa crise, e o setor cultural não ficou de fora das ondas de acontecimentos ruins.

 

Se 2020 foi uma ano ruim para a cultura e seus profissionais, estima-se que 2021 pode ser um ano mais difícil ainda para o desenvolvimento de cultura em suas mais diversas manifestações.

 

Por mais que uma das principais saídas para a necessidade de isolamento e o distanciamento social, que acabaram implicando em mais tempo dentro de casa, tenha sido o consumo de filmes, séries, livros, peças e exposições online (tudo isso é claro, no caso das pessoas que possuem o privilégio do acesso à essa forma de entretenimento), o trabalho de artistas independentes acaba sendo colocado em escanteio e muito mais afetado, no momento de instabilidade, que o trabalho dos artistas que trabalham para grandes empresas ou possuem fama, por exemplo.

 

Fonte: Veja SP

Em entrevista à revista Veja SP, o secretário de cultura e economia criativa do estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, disse que a produção de cultura independente, em suas mais diversas formas, vai ser muito difícil esse ano.

Por mais que 2020 tenha ensinado que existe necessidade de maior interatividade e facilitação do acesso às produções artísticas e culturais, existe cada vez menos fomento ao trabalho de artistas independentes. Cessar o incentivo à cultura popular é cessar o investimento no futuro intelectual e subjetivo do país.

 

Enquanto essa realidade não muda, os artistas fazem arte com o que possuem acesso: barro, tecido, palha, recicláveis, o próprio corpo etc. Os produtos artísticos criados com todos esses materiais são lindos, únicos e devem ser extremamente valorizados. Ainda mais quando são a fonte de renda para seus criadores. Mas não se pode romantizar o fato desses artistas não possuírem acesso à mais recursos para expressar sua arte da forma que bem entendam.

Para esses e outras artistas, o amparo público é extremamente necessário.

Em período de pandemia e distanciamento social, artistas independentes e itinerantes acabaram perdendo seus clientes, seu público, investidores e seus palcos…

 

Parte das atividades culturais que exigem presença física e ambientes específicos para sua realização só poderão voltar a acontecer quando cerca de 80% da população do país for vacinada. Atualmente, foram vacinados cerca de 6% da população do Brasil.

 

O LIVRES sente diretamente esse efeito, tanto na visibilidade das causas por meio da presença de seu presidente em eventos artísticos culturais, quanto na realização das edições do Impacto Sertão Livre, que reúnem varios artistas locais, profissionais e voluntários em cidades que praticamente não tem qualquer acesso à cultura. O impacto disso é, realmente, muito triste. Nossos projetos acabam por fomentar a economia local dessas pequenas cidades e estamos parados.

 

Quando será atingida a marca dos 80%?

 

Sérgio Sá se baseia em estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para afirmar que a recuperação do setor cultural será lenta e gradual, mostrando sinais de impacto positivo no PIB brasileiro em meados de 2022.

Temos grande expectativa que essa situação seja sanada e possamos voltar a fomentar a cultura e a economia em regiões pouco acessadas, inóspitas, que precisam desse incentivo e olhar para a promoção de despertamento e oportunidades de desenvolvimento.

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