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Importância de denunciar o Abuso Sexual Infantil

A Importância do Disque 100 para Denunciar o Abuso Sexual Infantil

Você sabe o que é abuso sexual infantil? Sabe identificar? Caracterizados por estupro, exploração sexual, pornografia infantil e assédio, os crimes sexuais cometidos contra crianças são uma brutalidade que fere os direitos humanos e, infelizmente, são a realidade da vida doméstica — principal ambiente agressor — de milhares de menores. Os danos ocasionados por tais atrocidades se refletem por toda a vida das vítimas através de traumas, uma vez que deterioram profundamente a saúde física e a mental de quem as sofre.

Neste contexto, serviços de apoio, como o Disque 100, existem para dar fim ao ciclo de agonia ao qual crianças e adolescentes estão expostos. Eles precisam de auxílio para ter seus direitos garantidos, dignidade preservada e dificuldades superadas. Veja a dimensão do problema no cenário nacional e a necessidade de ação da sociedade civil em não se omitir frente aos casos de abuso.

Quer entender mais sobre a importância de denunciar o abuso sexual infantil? Veja como funciona o Disque 100!

Violência sexual infantil no Brasil

Entre 2011 e 2017, foram registrados quase 1,5 milhão de notificações de abuso sexual infantil no país, de acordo com o Ministério da Saúde. Abaixo, o gráfico apresenta a proporção entre as duas fases e o total de denúncias ano a ano, sendo consideradas crianças com idade entre 0 a 9 anos e adolescentes de 10 a 19 anos:

grafico abuso infantil

Durante a infância, as meninas costumam ser mais afetadas pelos atos de barbárie, com um percentual de 74,2% dos casos, enquanto meninos correspondem a 25,8%. A faixa etária mais atingida é até os 5 anos de idade.

Em termos de etnia, são as crianças negras (45,5%) o alvo principal, seguida das brancas (39%). Os atentados contabilizados se repetiam em 33% dos casos e aconteciam principalmente na casa (69,2% das meninas e 71,2% dos meninos) e na escola (4,6% das meninas e 3,7% dos meninos) das vítimas.

Os tipos de crime com maior número de notificações foram o de estupro (62%), seguido por assédio sexual (24,9%). Entre as características das pessoas que cometeram os crimes, homens são a maioria (81,6%) e o vínculo com a vítimas é familiar (37%), outro (28,9%) — em posição privilegiada como cuidadores, relação institucional, amigos e conhecidos (27,6%) e desconhecidos (6,5%).

Adolescência

Na fase da adolescência se mantém o padrão, porém, com porcentual muito mais agressivo com relação ao sexo feminino (92,4%) frente ao masculino (7,6%) e, também, com relação à etnia, tendo as pessoas negras (55,5%) em percentual superior às brancas (32,5%) no total dos que sofreram violência sexual. O princípio da adolescência (10 a 14 anos) também é a época mais vulnerável.

Estupro (70,4%) e assédio sexual (19,9%) seguem como os crimes mais recorrentes, além da residência (58,2%) como local mais comum nas violações que são cometidas, principalmente por homens (92,4%) que se relacionam como amigos e conhecidos (27,4%), desconhecidos (21,8%), familiares (21,3%), parceiros íntimos (17,1%) e outro (12,3%). Ainda que seja alarmante, todos esses dados são apenas uma parte da realidade, dada a omissão de pessoas que não denunciam. Além do constrangimento das vítimas que, muitas vezes, não compartilham o sofrimento com ninguém e, em ambos os casos, as instituições competentes desconhecem a situação.

Não seja cúmplice – Disque 100!

Há sinais que, ao serem percebidos, evidenciam a necessidade de interferência na situação. Crianças e adolescentes vítimas de crimes sexuais costumam apresentar distúrbios que alteram a integridade física e o comportamento delas.

Entre os exemplos, há a infantilização, como voltar a fazer xixi na cama, ter medos infundados, chupar o dedo; a dificuldade de relacionamento interpessoal com irritação, rebeldia, brigas constantes, abordar temas (como o sexo) de maneira incompatível com a idade; o isolamento por meio da depressão, baixa autoestima, uso de drogas; e males físicos como dores de estômago, disfunção renal e dores de cabeça. No caso da recorrência de situações como essas, tenha empatia ao saber que a criança, muito provavelmente, passa por situações de crueldade e tente conversar com ela. Não se omita e disque 100 para que a situação possa ser investigada devidamente!

JUNTOS no combate à violência infantil

Assim como auxiliar as vítimas e punir os criminosos, também é imprescindível que existam iniciativas para evitar que mais crianças e adolescentes sofram abuso sexual. Bem como nos casos de recuperação, em que as vítimas são acolhidas em Casas, como o Livre Ser, para serem protegidas e restabelecerem sua saúde física e emocional.

Na prática, os profissionais desenvolvem competências e, depois, trabalham de maneira lúdica e construtiva a relação familiar e comunitária. Além disso, eles também desenvolvem a conscientização individual, para que os menores identifiquem, sintam-se ouvidos e acolhidos ao contarem sobre abordagens suspeitas feitas a eles.

Muitas vidas podem ser poupadas de traumas e complicações que interfeririam todo o futuro delas. Com a sua ajuda podemos trabalhar para que realidades sociais como essas sejam enfrentadas e garantir dignidade aos menores.

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