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Dia Internacional da Mulher, luta e resistência

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 08 de março, é uma data lembrada mundialmente que, diferente de muitas outras datas especiais, não surgiu para alimentar a indústria capitalista e gerar lucros para os proprietários dos meios de produção. Esse dia foi garantido por meio de reivindicações sociais e lutas de mulheres buscando o respeito e a igualdade de gênero.  

 

A origem dessa data possui algumas possíveis explicações históricas. Em nosso país, ela é comumente associada ao incêndio que aconteceu em março de 1911 na Triangle Shritwais Company, fábrica têxtil em Nova York. Nessa data morreram 146 trabalhadores, sendo eles 125 mulheres e 21 homens. Esse acontecimento trouxe para esfera pública as mazelas vividas nas grandes fábricas desde a Revolução Industrial. A exemplo da Triangle Shirwais Company, as pessoas, em sua maioria mulheres e jovens imigrantes, chegavam a trabalhar mais de 70 horas semanais.

 

A BBC News Brasil apurou manifestações históricas e conseguiu relacionar o surgimento do Dia Internacional da Mulher também com a passeata de aproximadamente 15.000 mulheres operárias nos Estados Unidos da América em fevereiro de 1909, em Nova York, reivindicando melhores condições de trabalho. E ainda com o surgimento de movimentos de mesmo caráter entre as mulheres europeias na mesma época. Sempre reivindicando respeito, igualdade e direitos.

 

Esses problemas ainda não foram resolvidos por completo, mesmo na nossa atualidade tão moderna.

 

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou o seu anuário com informações relativas ao primeiro semestre de 2020. Esse anuário se baseia em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais que trabalham com notificação desses casos.

 

O relatório indica que o primeiro semestre de 2020 foi marcado por 649 casos de feminicídio notificados, um aumento de 2% no número de casos em relação ao mesmo período de 2019.

 

Sendo que o número de lesão corporal dolosa, ou seja, quando há intenção de agir, alcançou 113.332 mulheres também no primeiro semestre de 2020.

Esse número só ficou atrás da quantidade de denúncias para os canais 190 sob a natureza de violência doméstica, que chegou a 147.379 denúncias.

A curva do número de vítimas de feminicídio e agressão doméstica só vem aumentando com o passar dos anos. Em especial na pandemia.

 

O Instituto Maria da Penha (IMP) disponibiliza uma série de informações sobre como caracterizar e reconhecer casos de agressão contra a mulher e como proceder diante deles.

 

Os dados acima referem-se apenas à uma parte dos problemas. Juntos de casos de assédio, abuso, agressão, opressão, desvalorização, objetificação, marginalização, silenciamento, perseguição, medo, insegurança e julgamento encontra-se a justificativa de necessidade do Dia Internacional da Mulher.

 

Graças à muitos movimentos sociais que lutam pelos direitos de mulher ganharem cada vez mais espaço na esfera de debate público, a situação das mulheres caminha para melhoria e esses casos de violência e opressão começam a ser denunciados.

 

Muito ainda precisa ser feito para que o mundo se torne o ideal.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a pandemia de Covid-19 “apagou décadas de avanços para a igualdade de género”. 

Em mensagem sobre o Dia Internacional da Mulher, marcado em 8 de março, o chefe da ONU destaca a perda de empregos, a explosão de cuidados não remunerados, a escolaridade interrompida e uma crise crescente de violência doméstica e exploração. 

Durante a pandemia, elas são trabalhadoras essenciais para manter as pessoas vivas e manter as economias, comunidades e famílias unidas.  Também estão entre os líderes que têm mantido os níveis de prevalência mais baixos e os países no caminho da recuperação.   

Em sua mensagem, Guterres destaca o poder transformador da participação feminina, dizendo que isso pode ser visto nas Nações Unidas, que alcançou a paridade de género em cargos de liderança pela primeira vez na sua história.  

Para te inspirar e trazer ainda mais conhecimento, vamos recomendar livros de biografias de mulheres vencedoras que podem ajudar na luta das mulheres por respeito, igualdade e direitos.

 

Clique aqui para conferir as obras.

O Dia Internacional da Mulher é celebrado dia 08 de março, mas a luta é diária!

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