StartUp Social: Oportunidade para fazer o bem

 

Uma StartUp Social sempre irá surgir quando houver um problema que precisa ser resolvido numa região que, geralmente, não possui atenção que deveria receber do Estado, empresas que prestam serviços para o Estado ou outras empresas privadas que prestam serviços essenciais.

Esse modelo de negócio se faz uma ferramenta de conhecimento, emprego e grande fonte de impacto social, pois possibilita oportunidades para pessoas que queriam empreender enquanto devolvem algo de bom para parte da sociedade.

 

Para ficar de mais fácil entendimento, segue um exemplo fictício:

 

Na comunidade dos Morros Unidas existe a necessidade de emprego para os jovens que saem da escola, mas ainda não conseguiram ingressar no mercado de trabalho formal. Um morador da comunidade teme que, se não surgir oportunidade de emprego logo, os jovens podem precisar aceitar trabalhos não tão seguros para conseguir levar dinheiro para dentro de casa. Então esse morador tem uma ideia de um empreendimento que pode ser a solução desse dilema, ou seja, uma StartUp Social.

Um dia, enquanto frequentava a vendinha próxima à comunidade, que toda a comunidade dos Morros também frequenta, acabou ouvindo o dono do negócio dizer que os legumes, frutas e verduras estavam em falta, pois, seus fornecedores não iriam mais realizar entregas naquela região.

Foi então que esse morador se lembrou que possuía uma pequena horta num terreno bem grande ao lado de sua casa e, com ajuda de algumas pessoas, poderia registrar uma nova empresa em seu nome, profissionalizar sua plantação, ampliando a quantidade de cultivo e poderia passar a ser o novo fornecedor da venda local.

Para que esse plano funcione, ele precisará investir um pouco do dinheiro que tem guardado, poderá contratar os jovens para ajudar com o trabalho, terá uma pequena renda ao fim do mês, abastecerá o comercio local com produtos saudáveis e de qualidade. Ainda poderá receber pedido por aplicativo on-line!

Nessa situação hipotética, o morador não tinha a intenção de se tornar o magnata dos agronegócio e expandir cada vez mais sua horta. Queria apenas resolver dois problemas em sua comunidade, a falta de abastecimento e a falta de oportunidade de emprego para os jovens.

 

Mas por qual motivo lhe apresentamos o conceito de StartUp Social?

 

O mundo inteiro precisa se adaptar à crescente demanda por responsabilidade social nos mais diversos setores da sociedade. Se um dia empresas que se engajavam com causas sociais eram exclusivas no movimento, hoje, elas entram nessa tendência humanitária por necessidade.

A tendência é que o mercado futuro seja tomado por empresas no estilo Startup Social que não apenas extraia recursos da natureza e pessoas de forma quase que predatória, mas que principalmente, retornem parte do que lucram para a sociedade e/ou meio ambiente.

Para que você consiga entender os motivos relacionados à essa tendência, iremos explicar hoje os conceitos relacionados ao ESG (Environmental, Social and Governance), sigla em inglês, ou, em português também conhecido como ASG (Ambiental, Social, Governança).

 

Basicamente, essa sigla indica ao mercado de investidores que uma empresa, além de desenvolver bons produtos e serviços, também é capaz de se manter atrativa para novos clientes, que resulta num mercado constantemente aquecido.

 

A sigla destaca quais os fatores levados em consideração por investidores do mercado. Os fatores são:

 

Ambiental

A demanda por pautas ambientais cresce cada vez mais. Os recursos naturais, biomas e povos nativos não suportam mais manter os níveis de extração e exploração que vivem desde o desenvolvimento das indústrias.

Se as empresas não começarem a repensar seus processos e agir da forma sustentável, a tendência é que percam cada vez mais seus clientes. Pois as pessoas não querem contribuir com instituições que destroem o meio ambiente e seus ecossistemas.

 

Social

Respeitar os direitos humanos não é mais diferencial, é o mínimo que se espera de uma empresa.

Questões relacionadas à inclusão, diversidade, respeito e dignidade precisam estar cada vez mais presentes no ambiente corporativo. Não existem desculpas nem carta branca para que uma empresa que não comprar com a garantia dos direitos humanos.

 

Governança

A credibilidade que se espera de uma empresa se reflete, não apenas, mas principalmente, entre os líderes responsáveis por gerir e manter a corporação fiel à sua missão.

A independência, transparência, justiça, humildade e empatia são apenas algumas das virtudes que precisam estar presentes e serem constantemente desenvolvidas entre a governança da instituição.

Inclusive, garantir pessoas que fazem parte de grupos de direito minoritários, como mulheres, PCDs, indígenas, membros da comunidade LGBTQIA+ e pessoas negras ocupem cargos de trainee, possibilitando que assumam cargos de liderança futuramente.

Necessidade de adaptação

 

Diversas companhias ao redor do mundo já aderiram à essas práticas, por isso a pressão para que o Brasil também passe a tornar hegemônico esse modelo aumenta cada vez mais.

 

Mas por que as empresas precisam respeitar todos os fatores acima para serem “bem vistas” pelo mercado?

 

De nada adianta a empresa se dizer responsável e ter uma participação mínima em projetos sociais apenas para tentar beneficiar sua imagem. É preciso que seus líderes, colaboradores e associados se importem com a causa adotada pela empresa a ponto de exercer um verdadeiro advocacy, ou seja, uma mobilização por recursos, por ela.

 

Como não existe um órgão responsável por supervisionar aquilo que a empresa diz fazer e, de fato, faz, é necessário que os consumidores fiquem atentos à falta de coerência entre propaganda e ação das empresas.

 

Estima-se que o número de StartUps no Brasil aumentou 20 vezes nos últimos anos. Esse modelo de negócio possui um papel muito importante de concretização de tudo que tratamos acima, pois, geralmente, são criadas e constituídas de pessoas que estão mais aptas para se adaptar às necessidades que o mundo impõe.

Se essas novas empresas, desde seu nascimento, fizerem essa avaliação interna a fim de colher os feedbacks sobre a realidade de seus colaboradores e associados, e a visão que possuem da organização como um todo, para que possam, a partir daí, melhorar seus impactos sociais contribuirão para um mundo e um mercado melhor.

 

Se a sua empresa tem desejo de investir e fazer parte de projetos sociais que efetivamente transformam nossa sociedade e cooperam para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, fale com nossa equipe.

Fonte: Runrun.it Blog

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