Momentos de interação e desenvolvimento

Momentos de interação e brincadeiras entre os membros da família e amigos são essenciais para o desenvolvimento saudável de qualquer criança. No projeto de Acolhimento Livre Ser cuidamos de jovens e crianças que demandam atenção e cuidado em período integral. Por isso sabemos que, muitas vezes, por mais esforço que façamos, nossa criatividade para entreter e ensinar as crianças acaba sendo limitada. Contudo, queremos compartilhar informações e dicas muito úteis para apoiá-los nessas demandas com a experiência que temos.

Recentemente recebemos uma cartilha, feita numa parceria entre a Associação Brasileira de Integração Sensorial (ABIS), a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD) e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), com orientações de brincadeiras para famílias com crianças com Transtorno do Espectro Autista.

Essa cartilha ensina aos pais e familiares os princípios de cuidados que podem beneficiar os sistemas de sentidos das crianças com Transtorno do Espectro Autista durante o distanciamento social.

Cientes de que o compartilhamento de informação é uma das melhores formas de conscientizar e tornar a sociedade cada vez mais preparada para o convívio com a diferença, adaptamos o material que eles nos enviaram para que vocês também tenham acesso ao conteúdo.

Valhe ressaltar que as brincadeiras aqui apresentadas e as informações sobre cada sistema sensorial não substituem o acompanhamento das crianças com profissionais devidamente qualificados.

Tato

O sistema tátil tem importante influência no comportamento das crianças de uma forma geral. Algumas crianças podem ter dificuldades em perceber as sensações táteis, outras podem sentir mais que as outras crianças e não querer tocar em algumas texturas. Além disso, também podem ocorrer de algumas crianças não conseguirem sentir bem as sensações táteis, tais como, saber se esse objeto é liso, rugoso, tem pontas ou buraquinhos.

Todos nós precisamos da sensação tátil em momentos de interação para nos mantermos organizados e saudáveis. Nós obtemos informações táteis por meio de nossa pele, da cabeça aos pés. As sensações táteis envolvem pressão, vibração, movimento, alongamento da pele, dor e temperatura. A habilidade do nosso cérebro de obter e elaborar respostas às sensações táteis é muito importante, pois o tato trabalha em conjunto com muitos outros sistemas sensoriais para ajudar no sucesso de algumas funções, como: planejar um movimento fino com as mãos para escrever, encaixar peças em um brinquedo pequeno, e a sua falta pode dificultar a aprendizagem acadêmica, a segurança emocional e as habilidades sociais.

O sistema tátil tem duas funções: a função de defesa e de discriminação, ou seja, identificar as características do objeto tocado.

A função de proteção (ou defesa), alerta nosso cérebro do perigo – algo que tocou minha pele pode ser prejudicial para mim. O TOQUE LEVE de um mosquito pousando na nossa pele pode nos fazer responder negativamente como forma de autoproteção. Em outros momentos, o TOQUE LEVE, como um ato de carinho, respondemos positivamente. À medida que interagimos com outras pessoas e objetos aprendemos a inibir algumas sensações e a tolerar outras, a identificar e diferenciar situações de perigo e situações de afeto.

A segunda função do tato, de discriminação, é também muito importante. E nos diz que tipo de toque nós estamos sentindo.

Sentir a maciez da pele da mamãe ou a rugosidade da barba do papai, a grama na sola dos nossos pés, faz com que ganhemos consciência e conhecimento sobre o mundo. Nos traz memórias tais como: Onde eu senti este toque anteriormente? O que este toque significa? E o que devemos fazer com ele? Com esta capacidade de relembrar e interpretar o significado dos toques, nós, gradualmente, desenvolvemos a discriminação tátil.

Desta forma, nosso sistema nervoso nos diz se estamos tocando algo ou se algo está nos tocando; em qual parte do corpo que este toque está ocorrendo; se este toque é leve ou pesado; e como perceber os atributos do objeto tocado – seu tamanho, forma, peso, densidade, temperatura e textura.

Que tal promovermos alguns momentos de interação e brincadeiras com as crianças que incrementam o sistema tátil?

Brincadeiras como: massinha, espuma de barbear, encontrar pares de objetos (com os olhos fechados) e circuito de descobrimento de diferentes texturas são capazes de desenvolver de forma didática esse sentido nas crianças.

Visão

A visão é o mais sofisticado e objetivo de todos os sentidos, pois nos conta sobre nosso mundo externo, envolvendo posição, distância, tamanho, cor e forma dos objetos e pessoas que estão ao redor.

E isto ocorre diante de um funcionamento visual que envolve um processo neurológico complexo e diferentes funções visuais. No entanto, a visão não funciona de forma isolada, constituindo apenas uma das fontes de informações para a criança em seu papel de desenvolvimento e aprendizagem.

O sistema visual trabalha como parte de um sistema dinâmico de interações interssensoriais que motivam, guiam e corrigem o comportamento. De todos estes sentidos, a visão, quando presente, é o sistema unificador que integra todos os outros sistemas e possibilita que o indivíduo aprenda sobre, interaja com e sobreviva neste mundo. Ela está intimamente correlacionada com outras atividades sensoriais, particularmente com os sistemas auditivo, tátil, proprioceptivo e vestibular.

A criança vê, mas a organização do seu sistema nervoso depende de sensações mais básicas. Nós percebemos nosso corpo, outras pessoas e objetos porque nosso cérebro integrou estas informações sensoriais em formas e relações significativas. Por exemplo, quando uma criança olha para uma laranja, nosso cérebro integra as sensações dos nossos olhos e, então, experenciamos sua cor e forma. Ao tocarmos na laranja, as sensações que chegam nos nossos dedos e mãos são integradas para formar o conhecimento de que ela é áspera por fora e úmida por dentro.

A integração das sensações vindas do ato de cheirar nos diz que ela tem um odor cítrico.

Ao segurá-la, tenho noção do peso, da intensidade de força necessária para mantê-la em minha mão e da posição que ela ocupa no espaço, em relação à minha posição neste espaço. Desta forma, a visão nos fornece informações em conjunto com todos os outros sistemas.

A visão interfere em todo processo de desenvolvimento, sendo um meio pelo qual a criança vai adquirindo habilidades motoras, mentais e sociais, aumentando o grau de interação com o meio já que, à medida que a visão vai se aperfeiçoando, a criança passa a explorar mais as situações, desenvolvendo-se.

Dicas para interagir!

1- Brincar de achar com a lanterna: Esconda em um ambiente dois ou três brinquedos no ambiente. Escureça o ambiente e brinque de achar com a lanterna.

2- Levando as frutas para a casinha: Separe frutas redondas (cítricas) em uma bacia (limão, laranja, mexerica, maracujá) e sacolas de papel (serão as casinhas). A brincadeira começa levando cada frutinha para sua casinha (casinha do limão, da laranja, do maracujá e da mexerica). Elas devem ir rolando até cada casinha para criança acompanhar visualmente.

Audição

A audição, o ouvir, é capacidade de receber os sons. Os receptores do sistema auditivo localizam-se no ouvido interno, onde as informações recebidas do ambiente começam a ser processadas. A informação auditiva é integrada, no tronco cerebral, com as informações do sistema vestibular, visual e proprioceptivo, tornando-nos capazes de interpretar os sons que nos são significativos, como, por exemplo, os da fala.

Durante o desenvolvimento, a criança aprende a interpretar o que ouve, e desenvolve competências de processamento auditivo cada vez mais sofisticadas, necessárias para discriminar diferentes sons, assim como sons em primeiro plano e ruído de fundo no ambiente e ainda no que se refere à interpretação das palavras.

A criança com hiperreatividade auditiva pode apesentar dificuldade em prestar atenção a uma voz ou som sem se distrair com outros sons; distrair-se ou ter medo de sons inesperados como fogos de artificio, latido de cachorro; ficar incomodada com ruídos do ambiente que não incomodam as outras pessoas, como ventilador, ar condicionado; tampar os ouvidos com sons inesperados; recusar-se ou ficar nervosa em lugares públicos, como festas ou shopping.

A criança com hiporreatividade auditiva pode apresentar dificuldade em compreender ou lembrar o que ouve; dificuldade em seguir instruções com mais de duas sequências; gostar de fazer barulhos e ouvir música e televisão muito altos; pode também melhorar a capacidade de falar ao movimentar-se.

Dicas para trabalhar com as crianças esse sentido:

1- Cante canções simples que são acompanhadas por seus filhos.

2- Ouça diferentes tipos de música.

3- Coloque um sino ou buzina na bicicleta em posição adequada para que a criança possa tocá-lo(a).

4- Emita um som por meio de um balão colocado no corpo ou na face da criança.

5- Use o rolo de papel higiênico de papelão como um alto-falante.

6- Imite vocalizações da criança.

7- Utilize os instrumentos musicais.

Paladar

O sistema gustativo é composto por receptores que estão localizados na língua, no céu e ao redor da boca, nas bochechas e na garganta. Esses receptores recebem informações vindas do ambiente externo como também do nosso do corpo.

Todos esses receptores vão fornecer informações para que nosso corpo consiga ter uma resposta adequada ao estímulo e, com isso, poderemos sugar, morder, mastigar, engolir e até mesmo conversar. Quando falamos de Gustação, a primeira coisa que nos vem à cabeça é o sabor, mas esse sistema, assim como todos, trabalha de forma integrada devido à complexidade para se alimentar e sentir o sabor do alimento.

O sistema gustativo está bem ligado ao sistema tátil pois, por meio deles, podemos perceber texturas, vibrações, movimentos na parte externa e interna da nossa cavidade oral, ou seja, nossa boca. Algumas alterações podem ser visíveis nesse processamento gustativo, o que chamamos de hiperreatividade ou hiporreatividade ao sistema gustativo. Na hiper-reatividade teremos uma reação excessiva, ou seja, a criança sente mais intensamente essa sensação, podendo apresentar alguns sinais característicos como: opor-se ao gosto, textura e/ou temperatura de certos alimentos, pode ter dificuldade em movimentar o alimento dentro da boca, incomodar com comida no rosto ou lábio, preferir água a outros líquidos, engasgar-se com a comida, dentre outras características.

Diante dessa dificuldade hiperreativa, vamos sugerir algumas estratégias: 1- ofereça à sua criança doces duros com sabores suaves, 2- apresente gradualmente novos alimentos, 3- introduza alimentos quentes e depois frios, firmes e depois moles.

Em oposição a esse padrão sensorial temos a hiporreatividade, onde nossas crianças sentem com menor intensidade essa sensação, ou seja, têm pouca consciência do sabor podendo apresentar alguns desses sinais: comer ou lamber objetos não comestíveis, encher demais a boca ao se alimentar, não perceber que seu rosto está sujo, pode regurgitar ao comer, ter desejo para comer alimentos com sabores fortes e/ou picantes.

Diante dessa hiporreatividade podemos usar estratégias como 1- oferecer gomas de mascar com sabores fortes, 2- usar durante a escovação uma escova que vibra, 3- brincar com tinta facial, 4- oferecer lanches crocantes, picantes, azedos ou salgados. Nessa situação, tenha cuidado quando oferecer comidas quentes.

Olfato

Os receptores do sistema olfativo estão localizados no nosso nariz, que nos informa sobre quais tipos de odores estamos sentindo.

Esse sistema também tem como função a proteção, nos sinalizando, por exemplo, possíveis perigos como cheiro de um escape de gás de cozinha ou fumaça. Está intimamente relacionado ao nosso sistema gustativo. Quando há dificuldades no processamento sensorial olfativo, temos um padrão de hiperreatividade onde uma pessoa pode ser excessivamente sensível aos cheiros, por exemplo: evita alimentos, objetos, lugares ou pessoas devido ao cheiro; interpretam mau cheiro quando não há.

Em outros casos podem parecer pouco sensíveis a cheiros, que são as pessoas hiporreativas. Elas podem não perceber odores desagradáveis, gostam de cheirar objetos e pessoas inapropriadamente, tem a necessidade de cheirar odores fortes e podem até gostar de brincar com fezes.

Como trabalhar esse sentido? Separe copinhos pequenos com diferentes sucos: limão, laranja, maracujá e uva para que a criança possa distinguir qual é qual.

Atividades para crianças sensíveis aos odores:

Em casa, use cheiros calmantes como baunilha ou lavanda em purificadores. Coloque um perfume favorito de sua criança em algum brinquedo de pelúcia. Introduzir cheiros gradualmente no dia a dia da criança também é recomendado.

Atividades para crianças que não percebem bem os odores:

Usar difusores no ambiente com cheiros mais fortes, como de frutas cítricas e hortelã.

Brincar com massinha de modelar perfumada. Frascos com essências de frutas: abacaxi, limão, banana etc. combinado com uma folha com o desenho de cada fruta usada. Fazer a atividade com a criança e mais duas pessoas. Cada pessoa, após cheirar o frasco, deve assinalar a fruta que achar que corresponde ao cheiro.

Vestibular

O sistema vestibular fornece informações ao nosso cérebro sempre que a cabeça se move em uma direção. Este sistema identifica qual a posição do corpo em relação à gravidade terrestre, sendo esta sua principal função, mas não a única.

Podemos, por exemplo, identificar quando estamos caindo para um lado e elaborar uma resposta motora para corrigir nossa posição em relação à gravidade. Fazendo uma análise mais detalhada desta ação aparentemente simples, o sistema vestibular identifica a posição do corpo e o movimento de “queda”, logo em seguida ajudando a planejar e executar o movimento para sua correção.

Além disso, esse sistema trabalha em conjunto com outros sistemas para o desenvolvimento de funções, tais como: o esquema corporal, a percepção espacial, a coordenação do movimento corporal, funções acadêmicas tais como escrever e ler por meio da coordenação do movimento dos olhos e pescoço e da coordenação dos movimentos minuciosos da escrita. Para o desenvolvimento das funções citadas, ele atua em conjunto com outros sistemas sensoriais, tais como o sistema proprioceptivo, o sistema visual e o sistema tátil.

Como um exemplo, podemos citar uma criança subindo uma montanha de areia. Para que ela consiga alcançar o topo da montanha, o seu sistema vestibular percebe e ajusta a posição de seu corpo e seus movimentos para que ela não caia durante a subida; o sistema proprioceptivo calcula a força que deve aplicar no movimento de subida; o sistema visual auxilia o planejamento para o alcance do topo e o sistema tátil auxilia com a textura e o quanto ela é fofa para calcular o movimento de subida.

Duas funções importantes do sistema vestibular serão aqui descritas: perceber e discriminar o movimento.

Quando estamos em movimento, percebemos que nosso corpo se moveu porque tivemos aceleração de nossa cabeça em determinada direção. Além de perceber, nosso sistema também é capaz de discriminar se este movimento foi rápido, devagar, linear, curvo, rotatório, para cima ou para baixo.

Sentar a criança no edredom e arrastar pelo ambiente fazendo diferentes movimentos (rápido/devagar, zigue-zague, rodopiando, curvas), pular na cama, brincar de cambalhota, rolar abaixo uma montanha de colchão, balançar com lençol ou edredom, imitando rede são alguns exercícios que podem auxiliar no desenvolvimento do sistema vestibular.

Incentivar a criança a brincar com movimento durante o afastamento social é muito importante. Mesmo que esteja em ambientes mais fechados como apartamento ou ambientes muito pequenos; criar circuitos-obstáculos, realizar diferentes posturas tais como agachar, engatinhar, subir no sofá como uma sequência de movimentos vai ajudar a criança a ter experiência vestibular associada a outras sensações importantes para nutrir seu cérebro.

Proprioceptivo

A propriocepção ou sentido cinestésico nos informa como o nosso corpo está em relação ao espaço sem o uso da visão, os receptores estão localizados nos músculos, ligamentos, articulações, tendões e tecido conjuntivo, que nos dão a sensação de gravidade e movimento.

Para ficar claro, nosso sentido proprioceptivo nos informa o quanto necessitamos de força e pressão para usarmos nas atividades cotidianas, como por exemplo: pedalar uma bicicleta. Esse sentido nos permite compreender a posição do nosso corpo quando estamos sentados em uma cadeira lendo um livro, ou de pé na pia lavando louças e nos ajuda a controlar e planejar o movimento.

Algumas crianças apresentam dificuldades no processamento proprioceptivo que são, em determinados casos, acompanhadas de problemas no sistema vestibular e/ou tátil.

Além disso, podemos perceber alterações nesse sentido e alguns sinais como dificuldades nas habilidades motoras finas e grossas, como por exemplo, não conseguir usar força de precisão para segurar um copo plástico e tomar água, usar muita força para escrever, quebrar com facilidade seus brinquedos e achar difícil manipular objetos pequenos como abotoar um botão de sua roupa. São crianças que esbarram muito em coisas e acabam sendo conhecidas como: “desastradas”, gostam de posicionar o corpo com posturas estranhas ou dificuldades em manter postura, giram o corpo todo para olhar para alguma coisa etc.

As crianças irão gostar de brincadeiras com pula-pula, cabo de guerra, paredes de escalar. Podem também ajudar a mamãe em casa a fazer receitas mexendo bolos ou massas.

IMPORTANTE:

Nunca force uma criança com sinais de dificuldades para tolerar informações e estímulos sensoriais a fazer algo que ela não queira. A criança pode acabar evitando um maior número de atividades e desenvolver um medo ou apreensão a certos ambientes e atividades sociais, tais com ir a parques infantis.

Esperamos que, em posse desse conteúdo, você possa ajudar sua família e/ou seus amigos a vivenciar momentos de interação e brincadeiras pedagógicas.

Nos ajude a continuar com nossos projetos fazendo a diferença na vida daqueles que são beneficiados por eles.

Créditos:

Organização da cartilha:
Associação Brasileira De Integração Sensorial – ABIS
Secretaria Nacional Dos Direitos Da Pessoa com Deficiência – SNDPD
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – MMFDH
Elaboração:
Ulânova Xaxier Coêlho – TERAPEUTA OCUPACIONAL CREFITO 6383-TO
Revisão:
Ulânova Xaxier Coêlho – TERAPEUTA OCUPACIONAL CREFITO 6383-TO
Derivan Brito da Silva – TERAPEUTA OCUPACIONAL CREFITO 5776 -TO
José Naum de Mesquita Chagas – TERAPEUTA OCUPACIONAL CREFITO 8498-TO
Ilustrações, arte e diagramação:
Isis Vieira Barbosa – Artista Plástica
Apoio:
Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais – ABRATO
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