Maio: mês de combate à exploração sexual infantil

Neste mês de combate à exploração sexual infantil, queremos mostrar dados sobre essa realidade que fica ‘ignorada’ pela maioria de nós, cidadãos brasileiros. 

Precisamos combater o estigma de que a prostituição é algo normal. A verdade é que quanto mais se alimenta essa prática, mais se tira a perspectiva de vida da pessoa/criança que está se prostituindo. 

Levantamento da Polícia Federal com o Childhood Brasil apontou que as regiões com maior número de pontos vulneráveis são Nordeste (1.079), Sul (896), Sudeste (710), Centro-Oeste (531) e Norte (435). Os locais onde existem os maiores pontos de exploração são aqueles em que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é muito baixo, ou seja, são locais onde o acesso ao lazer, saúde e educação são precários. A exploração sexual é a ponta do iceberg da cadeia de vulnerabilidade.

Muitas OSCs estão atuando fortemente para combater essas situações, identificando situações, denunciando, socorrendo as vítimas, cooperando com a polícia. No caso do Livres, promovemos o serviço de acolhimento integral às vítimas que já sofreram o dano, entretanto, temos ampliado nossa atuação por meio de tecnologias e metodologias sociais que combatem essas situações desenvolvendo o protagonismo, habilidades e competências junto às crianças e adolescentes.

A questão da exploração sexual no Brasil é um contexto complexo e muito triste. O Brasil ocupa o 2º lugar no ranking de exploração sexual infantojuvenil, e estima-se que apenas 10% dos casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes sejam notificados. 

Infelizmente, o Brasil registra 500 mil casos de exploração sexual contra crianças e adolescentes por ano, sendo que 75% das vítimas são meninas (vítimas de espancamentos, estupros, estão sujeitas ao vício em álcool e drogas, e também a Infecções Sexualmente Transmissíveis.

A exploração sexual é algo que acontece no Brasil inteiro. No entanto, nas regiões com maior vulnerabilidade econômica e onde os valores são pautados no adultocentrismo, machismo, homofobia e racismo, acabam intensificando a probabilidade de crianças nesta situação.

O Livres atua no advocacy dessa causa, bem como no combate efetivo aos casos de violação de crianças e adolescentes, seja por meio do acolhimento integral para garantia dos direitos e proteção das crianças, ou por meio da implementação de metodologias sociais que identificam e combatem esse quadro, especialmente no Piauí, onde temos agentes de campo totalmente dedicados às ações de restauração da família.

Em caso de qualquer suspeita de uma situação de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes, é possível realizar a denúncia por meio do Disque 100 ou de diversos canais oficiais. Como cidadãos, somos corresponsáveis por cuidar de nossas crianças e adolescentes. O Livres tem feito sua parte com o apoio de parceiros e amigos que investem conosco nessa causa. Você também pode fazer parte disso.

Link: doe.institutolivres.org.br 

Conheça mais sobre nossos projetos: https://institutolivres.org.br/programas/acolhimento-livre-ser

Autor: Clever Murilo Pires – Ceo do LIVRES

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