Felicidade Interna Bruta, saiba como medi-la

O conceito da Felicidade Interna Bruta (FIB) foi apresentado pela primeira vez em 1992, durante a conferência ECO 92, na cidade do Rio de Janeiro. Tal conceito surgiu em contraste aos critérios mundialmente conhecidos e analisados para o fechamento do Produto Interno Bruto (PIB) dos países. Pelo grau de ineditismos do tema, ele encantou os representantes das nações que estavam na conferência.

A análise da Felicidade Interna Bruta é uma ferramenta para avaliar questões sociais, ambientais e econômicas das comunidades a fim de estimar o quão feliz seus moradores, ou um recorte populacional, estão ou não. Esse ‘método’ surgiu em meados dos anos 70 em Butão, um reino budista localizado na Ásia.

Seu sucesso não parou na sua apresentação durante a ECO 92.

Estudos e pesquisas acadêmicas recentes, como a dissertação realizada pelos pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), a fim de “identificar quais as variáveis que mais influenciam na felicidade dos trabalhadores do município de Cascavel, no Estado do Paraná”, continuam usando essa técnica de avaliação, comprovando que ela não é apenas uma maneira lúdica de metrificar o bem estar populacional, mas sim uma ferramenta com indicativos sociais contundentes.

Para ter acesso a todo o conteúdo do estudo, basta CLICAR AQUI.

Contudo, para que os resultados da pesquisa da Felicidade Interna Bruta sejam, de fato, condizentes com a realidade do local e população analisadas, as pesquisas devem ser feitas por meio de um questionário que contemple os nove pilares principais, exemplificados a seguir, que são relacionados diretamente com a felicidade do ser humano.

Bem estar psicológico

Pilar relacionado à satisfação pessoal, inteligência emocional e atividades capazes de desenvolver essas competências nas pessoas.

Cultura

Nesse momento, estuda-se as tradições, os eventos culturais, desenvolvimento sociocultural e oportunidades de toda a população de expressar suas dores e vitórias.

Meio ambiente

Aqui entra em análise a qualidade e quantidade de recursos disponíveis, como água, ar e energia e a relação da comunidade com preservação da fauna e flora.

Saúde

Disponibilidade de bons atendimentos médicos, eficiência da assistência prestada e qualidade do sono são alguns do critérios analisados nesse tópico.

Educação

Ensino de qualidade, acessível e responsável. O envolvimento comunitário e familiar com as atividades de educação é muito importante nessa etapa.

Governança e a cidadania

A relação da população com o governo local, mídia e instituições públicas é a grande questão abordada nesse pilar.

Padrão de vida

Renda individual e familiar, segurança financeira, tributações e retornos estruturais são os aspectos levantados nesse momento.

Uso do tempo

Disponibilidade de tempo para lazer, desenvolvimento pessoal e socialização entre família, amigos e conhecidos são algumas das necessidades observadas.

Vitalidade comunitária

A interação entre comunidade e atividades de benefício comum são as atividades importantes mais ausentes nas comunidades estudadas.

Ao final dos estudos com a população trabalhadora de Cascavel/PR, os pesquisadores da UNIOESTE concluíram que a felicidade que lhes foi relatada estava diretamente associada com bons momentos em família, sentimentos e relacionamentos bem cultivados, boas práticas em sociedade, que envolviam solidariedade, como o trabalho voluntário, e ainda com uma espiritualidade saudável.

Você quer colaborar para um bom índice de Felicidade Interna Bruta da sua cidade?

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