Fale com o Instituto: (11) 9.8542-6677 (11) 2532-7747

Dia Nacional do Combate ao Alcoolismo

O dia 18 de fevereiro foi definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Dia Nacional do Combate ao Alcoolismo. Esse dia foi estabelecido pois, desde 1967, a OMS considera o alcoolismo como uma doença que deve ser tratada pelas autoridades e líderes mundiais como questão de saúde pública. Daí a necessidade de um dia específico voltado a campanhas que busquem conscientizar as pessoas sobre os malefícios dessa doença, que ainda é negligenciada por muitas pessoas que associam o consumo excessivo de álcool com lazer e prazer.

Do ponto de vista da medicina, o alcoolismo é uma doença crônica, com características socioeconômicas e comportamentais bem definidas, como o consumo compulsivo e excessivo de álcool, de modo que o usuário se torna cada vez mais tolerante à intoxicação causada pelo álcool e passa a ter certos sintomas de abstinência quando o consumo é cessado.

Estima-se que 30% da população mundial sofre com as consequências desse problema.

Qualquer pessoa pode sofrer dessa doença, mas os homens lideram as estatísticas e representam 70% dos casos, enquanto as mulheres correspondem a 30%.

Em 2015, a OMS informou que o Brasil, dentre os países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ocupava primeira posição no ranking dos maiores consumidores de bebidas alcoólicas.

O álcool é a droga preferida dos brasileiros, equivalente à 68,7% do consumo dessas substâncias em nosso país. Ele fica à frente até mesmo do cigarro e do tabaco. O Ministério da Saúde estima que 90% das internações em hospitais psiquiátricos por dependência de drogas sejam para o tratamento do alcoolismo.  

Por esses e outros motivos precisamos tratar o combate ao alcoolismo como um tema sério e urgente em nosso país. Enquanto essa doença continuar sendo negligenciada, pessoas continuarão sofrendo por causa dela. Apontar o dedo e julgar a pessoa que sofre dessa doença também não irá ajudar em nada no tratamento da enfermidade.

Assim como outras drogas, o álcool vicia e altera o estado mental da pessoa que o utiliza. Por isso, por maior que seja a vontade de parar, essa pessoa encontra grande dificuldade quando o tenta fazer. O álcool é uma droga legalizada, de fácil acesso que recebe grande investimento para publicização na mídia.

Muitas são as razões de alguém começar a beber. O consumo de álcool, além de lucrativo para as grande produtoras de destilados, também se tornou sinônimo de status em determinados ciclos sociais. O ato de beber é visto como forma de socializar com amigos, família e colegas de trabalho.

Não se pode desprezar a influência que o ambiente possui no alcoolismo. Pessoas com ansiedade, depressão e inseguranças, quando expostas à ambientes de fácil acesso de bebidas alcoólicas, são propensas a beber em demasia.

No sertão nordestino, região em que atuamos, devido à falta de atenção do aparato público e posição de marginalização que parte da região está inserida, as pessoas se sentem completamente abandonadas e sem expectativas de um futuro melhor. Dessa forma, recorrem ao álcool como forma de ‘fuga’. Tentam fugir da dura realidade que enfrentam no sertão abrindo outros abismos sociais.

À exemplo disso, nossos agentes sociais relatam uma situação que viveram. Enquanto eles realizavam uma visita rotineira à uma das comunidades que são assistidas por nossos projetos, conheceram o Nelson. Na época ele era um alcóolatra que tentava se livrar da bebida, mas não conseguia, e nos pediu ajuda. Nossos agentes puderam assisti-lo com conversas, aconselhamento e direcionamentos do que Nelson deveria fazer para tratar o vício.

Tempos depois, retornando àquela comunidade, os agentes encontraram Nelson, que estava sóbrio já há 15 dias, e perguntaram como se sentia. “Os amarelinhos me ajudaram a ‘cair fora’ desse negócio [se referindo ao vício em bebida]. Vai matar outro, eu não!”, contou Nelson enquanto sorria.

Ele ainda disse que tenta ajudar outras pessoas na mesma situação em que ele já esteve, mas sempre é tratado com agressividade.

O consumo de álcool no sertão é muito grave e tem deixado de ser um vício exclusivo dos adultos. Cada vez mais crianças e adolescentes têm utilizado essa válvula de escape de seus problemas.

Um levantamento nacional feito em 2003 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), informou que 19,7% das crianças de 12 a 14 anos em Teresina-PI já havia feito uso de drogas, sendo que o álcool estava entre as primeiras drogas mais usadas. E que a compra das bebidas tinha sido feita sem quaisquer dificuldades nos comércios e bares locais.

A atuação de organizações que podem ajudar no combate ao alcoolismo no sertão é muito importante!

Também existem evidências provando que fatores genéticos aumentam o risco de contrair a doença. Histórico de alcoolismo na família é um fator importante: a pessoa ‘herda’ geneticamente a predisposição à dependência química.

O combate ao alcoolismo é uma jornada complexa. Mesmo que o usuário tente parar o consumo, pode acontecer de não conseguir. O que representa muitos riscos para sua saúde. O alcoolismo não é a única doença causa pelo consumo excessivo do álcool: o excesso da substância pode destruir as relações familiares e profissionais. E ainda pode causar cirrose e deixar essa pessoa mais suscetível à outras doenças.  

Pessoas alcoolizadas se envolvem frequentemente em acidentes de automóvel, brigas, afogamento, possuem mais chance de cometer suicídio ou morrer de complicações cardíacas ou respiratórias causadas pela condição de dependência.  

É preciso que cada vez mais pessoas se juntem nesse combate ao alcoolismo para que, não apenas o Brasil, mas todo o mundo se livre desse mal.

Compartilhe essas e outras informações importantes com seus amigos e conhecidos para nos ajudar com a conscientização da sociedade.

Translate »
Iniciar conversa
Podemos te ajudar?
Olá!! Como podemos te ajudar?