COVID-19 e a seca no sertão, qual a relação?

Em 2020, entre os meses de agosto e setembro, o estado do Piauí enfrentou um dos períodos de maior aumento de regiões afetadas pela seca. O Monitor de Secas do Brasil registrou um aumento dessas áreas de 79,29% para um preocupante marco de 92,11%. Isso significa que, além do enfrentamento à pandemia da COVID-19, quase todo o estado também enfrentou os problemas relacionados à falta de água para consumo, higiene e demais atividades.

O estado não enfrentava números como esses desde novembro de 2014, quando a seca chegou à cerca de 99,94%.

Junto a isso, os números de infecção pela COVID-19 crescem diariamente. As últimas atualizações da Secretaria de Saúde informam que já são 151.748 casos registrados e confirmados da doença e quase 3.000 óbitos confirmados pela COVID-19 ou por complicações causadas pelo vírus no organismo, 222 das mortes acorreram entre os dias 16 e 17 de janeiro. Vale lembrar que as atualizações são registradas diariamente, por isso pode haver diferença nos dados dependendo da data de visualização dessa notícia.

A falta d’água é uma problemática extremamente difícil de enfrentar. Quando associada com a pandemia e disputas políticas que todo o país está enfrentando, cria-se um cenário calamitoso para os cidadãos.

Sem uma forma de tratamento preventivo por meio de remédios efetivos, a prevenção ainda é a melhor solução. Mas como esperar e cobrar que pessoas que moram em regiões sem água para consumo lavem as mãos sempre ao sair e chegar em casa? Ou ainda, como terão acesso à álcool em gel, se nem água para higiene básica possuem? Nenhuma pessoa deveria passar por isso.

Com a aprovação do uso emergencial das vacinas de combate e proteção contra a COVID-19, todo país tem esperança de que esse problema comece a ser resolvido. Mas e a seca? Como podemos resolver?

Atualmente, o Monitor de Seca do Brasil, último levantamento feito em novembro de 2020, aponta que: “Na Região Nordeste, devido à ocorrência de anomalias positivas de precipitação (chuvas inesperadas), em grande parte da região houve recuo da seca moderada (S1) e recuo de seca fraca (S0)”.

Ou seja, já está havendo relativa melhora dos quadros da seca, porém, ainda há muito a ser feita para que, de fato, os nordestinos que enfrentam a seca possuam uma vida ‘normal’.

Por meio de nosso programa que fornece soluções hídricas a partir de doações, parcerias e articulações, o projeto Mais Água, conseguimos contribuir para reverter esse cenário extremo. Inclusive, atualmente, nossas lideranças se encontram no sertão do Piauí planejando a instalação de novos sistemas do projeto Mais Água.

Precisamos da sua ajuda para finalizar essas obras e LEVAR ÁGUA PARA O SERTÃO!

Doe e seja parte da solução!

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