Consciência negra

Dia 20/11 é o dia nacional da Consciência Negra. Dia que marca a luta do povo preto pelo fim do preconceito e contra esse crime que é a discriminação racial.

Enquanto uma organização do terceiro setor que trabalha com minorias de diretos sabemos que a luta pela conscientização e voz na sociedade é difícil. Assim, nos solidarizamos com a causa preta e convidamos João Henrique Sanctos, membro do projeto Vivências Negras para falar um pouco sobre o dia da Consciencia Negra.

Nosso amigo Chicão, líder da Comunidade Quilombola do Contente/Paulistana-PI (comunidade atendida por nossos projetos) e bisneto de um ex-escravo.

A partir de agora, veja o que João Henrique tem a nos dizer sobre essa data:

Este dia se faz especial por nos colocar frente a uma avaliação individual e coletiva, de como ouvir, aceitar e se envolver com as ações e reações do povo preto.

Alguns de forma imperativa afirmam que todas as vidas importam. Será possível justificar e abonar as muitas décadas de abuso, desprezo, inferiorização e assassinato para com gente que socialmente foi entregue não só à própria sorte, mas aos reveses cada vez mais eficazes de quem se auto denominou superior e senhor?

Afirmações rasas deixam clara a falta de empatia, contextualização histórica e falta de humanidade.

É momento de nos movermos em direção à equidade que se inicia com reparação cultural, patrimonial e do lugar de fala. Se faz importante e demasiadamente urgente desenvolver a consciência de que a dor que dói no outro não é anestesiada pela ignorância. E essa dor é imposta e não opcional, rouba a identidade, destrói propósitos, mata emocionalmente e fisicamente, transforma destinos brilhantes em tragédias, gerou a segregação racial; e nos dias de hoje se apresenta como recreação, ausência de oportunidade e estereótipo pejorativo. Essa dor é o racismo.

Assim como Jesus que não se conformou com as aberrações dos seus dias, não podemos permanecer indiferentes diante do racismo, é tempo de engajamento com ações afirmativas para além das redes sociais e de estabelecer o Reino de Deus onde homens e mulheres de todos os povos, raças, línguas e nações aceitos, não como servos, mas como amigos.

Faça como o Instituto Livres, que serve comunidades quilombolas e sertanejas e, dessa forma, coopera para o alcance da equidade.

Perfis do @joaohenriquesanctos e do projetos que faz parte @vivenciasnegras no Instagram.

Se você for uma pessoa branca, lute também contra o preconceito todos os dias. Não se deixe acomodar por seus privilégios e use sua voz como amplificador das vozes pretas na luta anti-racista.

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