Como a capacitação profissional serve à vida feliz?

A VIDA FELIZ DESPONTA EM INICIATIVAS INDIVIDUAIS, DIRIGIDAS AO 
ENRIQUECIMENTO DA VISÃO DE MUNDO 

O desejo de ser feliz acompanha a humanidade como uma sombra, motivando, inspirando, desafiando, transformando e cobrando eficácia. Os frutos dessas demandas expõem avanços significativos que não aplacam as dúvidas, discordâncias e incertezas sobre “o que é a felicidade”.

A compreensão, construção e vivência da felicidade são aspirações milenares da humanidade. Poucos sonhos têm sido tão renitentes e abrangentes como a esperança de vida feliz. A persistência desse sonho fertilizou nossa compreensão do mundo, estimulando debates e inspirando as ciências e as artes na exploração de respostas a questões cruciais de nossa existência.

Abordagem extremamente extensa e plural, vamos no dedicar qui a refletir sobre “de que modo organizações e instituições podem contribuir para uma vida feliz?”. 

COMO A CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL CONTRIBUI PARA A VIDA FELIZ?

A felicidade é uma condição interior. Não é concedida, adquirida, nem outorgada, mas empreendida pelo indivíduo, mesmo tendo ele uma compreensão imprecisa sobre “o que é ser feliz”. A vida feliz é uma potencialidade cuja
realização está ao alcance de todos, sem demandar instrumentalidade técnica.

O meio ambiente dispõe de muitos recursos que podem favorecer o gozo da felicidade, mas é o indivíduo que a constrói. Considerando esses pontos, o que a capacitação profissional pode fazer para apoiar esse empreendimento, se apenas o indivíduo é seu protagonista?

Os indivíduos aprendem o caminho da felicidade administrando sua relação consigo mesmos e com o ambiente. A sociedade e suas estruturas – portanto a capacitação profissional – podem apoiá-los, em seu empreendimento para crescer como sujeito.

O ambiente é fator crucial da subjetivação produzida pelo indivíduo que o instrumentaliza na construção da vida feliz. Subjetivação é o capital do indivíduo para agir como sujeito, se emancipar, se realizar e ser feliz. Pela subjetivação, o indivíduo formata sua consciência e os seus ideais – ou seja, sua vida interior –, que fazem a mediação de sua relação consigo mesmo e com o mundo.

A convivência da rotina, a socialização, a educação e a aculturação constroem e reconstroem a subjetivação. A sociedade e seus instrumentos de capacitação criam condições da subjetivação e, portanto, da capacitação para a vida feliz.

Desde a infância, nos diversos momentos de sua capacitação como sujeito, o indivíduo aprende a distinguir os prazeres sensoriais, limitados pelo tempo e pelas sensações, do prazer contemplativo, transcendente da consciência da própria existência. Esse prazer, que Tomás de Aquino denominou de “sumo bem”, não é produzido por alguma função humana específica, mas pelo conjunto de movimentos de sua ação como sujeito emancipado e consciente.

Enfim, a felicidade é sempre do tamanho dos ideais que movem nosso protagonismo pessoal, e se o trabalho é algo que nos dignifica, que aprimora nossas capacidades e competências de forma a ampliar o nosso olhar sobre as nossas perspectivas de vida, a capacitação pode contribuir, sim, para uma vida feliz.

Não obstante, em nossa atuação no sertão do Piauí, temos promovido cursos profissionalizantes e oficinas criativas para a população. Observamos que o acesso ao conhecimento e a técnicas e ferramentas que os habilitam a ir além das suas capacidades atuais gera automaticamente uma sensação de bem-estar e realização abrindo o leque de oportunidades para aquela pessoa. 

Fonte: Sigmar Malvezzi (FDC)

 

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