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Acolher uma causa, acolher o bem, acolha o Livres

Movimento Acolha o Livres

 

Acolher uma causa. Fazer o bem. Decisões do dia a dia marcadas pelas múltiplas prioridades do nosso contexto socioeconômico.

 

A prática da doação caiu no Brasil. O percentual de doadores de todos os tipos (dinheiro, bens e trabalho voluntário), de forma gera, caiu desde 2015, somado à prolongada crise social e econômica enfrentada no Brasil nesse período.

 

Enquanto em 2015, 77% da população havia feito algum tipo de doação, em 2020, o percentual ficou em 66%. Quando se trata de doação em dinheiro, a proporção caiu de 52% para 41%.

 

Segundo a pesquisa Doação Brasil, o efeito da pandemia mudou as prioridades dos brasileiros quando se trata de causas. Enquanto em 2015 Saúde e Crianças ocupavam os primeiros lugares na preferência, em 2020, o Combate à Fome e à Pobreza foi citado por 43% da população como sendo a causa mais sensibilizadora, seguida por Crianças, Saúde e Idosos.

 

A causa da Criança. O acolhimento de crianças e adolescentes

 

Segundo o Levantamento Nacional sobre os Serviços de Acolhimento para crianças e adolescentes em tempos de Covid-19, o cenário de instabilidade dos últimos anos mostrou que a falta de uma orientação das autoridades centrais levou a iniciativas das agências públicas locais e dos serviços de proteção social com avanços e recuos, com atendimentos remotos, plantões emergenciais ou com substituição de profissionais que trouxeram riscos de comprometimento à efetividade do cuidado, em especial dos serviços de Acolhimento Institucional.

 

A população acolhida (no caso crianças e adolescentes temporária ou permanentemente afastados dos cuidados parentais), que está sob os cuidados do serviço, teve suas demandas acumuladas e ampliadas em todas as áreas. Questões como visitas familiares, educação, lazer, protagonismo, escolarização e sociabilidade passaram a apresentar novos desafios como mostram os dados desta pesquisa.

 

Por traz dos números está o registro de histórias, de sofrimentos, de angústias, mas, principalmente, de uma resistência que só a solidariedade, a empatia e a responsabilidade do cuidado podem explicar

 

A Covid-19 afetou os serviços de acolhimento, com o adoecimento de pessoas entre os trabalhadores das organizações sociais institucionais, membros das Famílias Acolhedoras e crianças e adolescentes acolhidos. Mais impactante do que a doença em si, foram as mudanças necessárias para manter os acolhidos e os educadores protegidos e lidar com os sintomas da restrição de contatos e da longa permanência no mesmo espaço coletivo.

 

Foi necessário desenvolver inúmeras estratégias para manter uma rotina em que todos se mantivessem bem e isso exigiu esforço, criatividade e compromisso dos profissionais dos serviços de acolhimento.

 

 

A destituição do poder familiar e o acolhimento no Brasil em 2022

 

O relatório “Destituição do Poder Familiar e Adoção de Crianças”, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ, revelou que quase 27,5 mil crianças foram incluídas no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento – SNA por constarem em processos de destituição do poder familiar. Contudo, a destituição é uma medida excepcional realizada pelo Estado após esgotamento de ações protetivas e intervenções para a manutenção da criança na família de origem.

 

O acolhimento institucional é um serviço que se enquadra na Proteção Especial de Alta Complexidade, desenvolvido nas modalidades de Serviços: Acolhimento institucional e Casa-lar, que acolhem crianças e adolescente afastados do convívio familiar em por meio de medida protetiva (ECA, Art.101), em função de abandono ou cujas famílias ou responsáveis encontrem-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção, até que seja viabilizado o retorno ao convívio com a família de origem ou, na sua impossibilidade, encaminhamento para adoção.

 

Os Serviços de Acolhimento seguem os princípios da excepcionalidade e provisoriedade do acolhimento; do acompanhamento psicossocial voltado às famílias de origem ou extensa, com vista à reintegração familiar; e da permanência dos grupos de irmãos em um único espaço de acolhida.

 

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informa que, no Brasil, hoje, há 5.783 unidades de Serviço de Acolhimento e quase 31 crianças em acolhimento. Responsáveis por proteger e cuidar das crianças e dos adolescentes acolhidos e afastados temporariamente dos cuidados familiares, esses serviços foram considerados essenciais durante a pandemia pela Covid-19. Como tais, precisaram assegurar a continuidade da oferta de atendimento, lidar com as especificidades do isolamento social e administrar os efeitos da pandemia para os acolhidos e os trabalhadores dos serviços.

 

A natureza coletiva dos serviços de Acolhimento Institucional sujeita a aglomerações, a intensa rotatividade de pessoas, com a dinâmica de entrada e saída de profissionais em plantões, as visitas de familiares e a própria circulação das crianças e adolescentes acolhidos tornaram instituições alvo de preocupação pela alta probabilidade de contágio dos acolhidos e dos acolhedores. Eles exigiram a adoção de novas estratégias de funcionamento, tanto para evitar os riscos de contaminação, como para lidar com os efeitos diretos e indiretos da doença, mantendo assim, a proteção integral às crianças e aos adolescentes acolhidos.

 

Acolha fazer o bem, acolha o Livres

O Livres atua no acolhimento de crianças e adolescentes desde 2006. Foram mais de 400 crianças e adolescentes acolhidos em São Paulo, Teresina e, hoje, em Santo André. O desafio é grande, mais ainda com as doações em queda.

 

Estamos com dificuldades em manter os nossos projetos, principalmente as 2 casas de acolhimento em Santo André/SP. Neste momento, precisamos de R$ 35.000 de doações mensais recorrentes para nos ajudar a continuar com nosso programa Livre Ser Acolhimento.

 

Esperamos ainda que as fragilidades expostas por esta crise, relacionadas à vulnerabilidade e desigualdade, e a urgência de respostas melhores das políticas públicas, sirva para nos conscientizar do quanto precisamos trabalhar em conjunto para retomar o caminho de uma sociedade mais justa, fraterna e inclusiva.

 

Se você pode nos acolher nesse momento, acolha o Livres! Todo apoio é fundamental para mantermos os serviços complexos de acolhimento como única resposta de esperança a tantas crianças.

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