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Acesso universal a serviços de água e saneamento é direito de todos

Dirigentes da ONU pediram nesta sexta-feira (22), Dia Mundial da Água, que países “não deixem ninguém para trás” no acesso a serviços de água potável e saneamento básico.

Atualmente, estima-se que 2,1 bilhões de pessoas no mundo vivam sem água própria para o consumo humano.

Organização alerta que degradação ambiental, crescimento populacional e mudanças climáticas poderão agravar desafios de oferta e disponibilidade dos recursos hídricos.

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Atualmente, estima-se que 2,1 bilhões de pessoas no mundo vivam sem água própria para o consumo humano. Organização alerta que degradação ambiental, crescimento populacional e mudanças climáticas poderão agravar desafios de oferta e disponibilidade dos recursos hídricos.

“A água é vital para a sobrevivência e, junto com o saneamento, ajuda a proteger a saúde pública e ambiental. Nossos corpos, nossas cidades e indústrias, nossa agricultura e nosso ecossistema dependem disso”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

“A demanda crescente, associada a uma má gestão, aumentou a pressão sobre os recursos hídricos em muitas partes do mundo. A mudança global do clima vem somar-se dramaticamente a essa pressão. Em 2030, estima-se que 700 milhões de pessoas, em todo o planeta, poderão ter que se deslocar de suas terras em função da intensa escassez de água”, acrescentou o chefe da Organização.

Guerres enfatizou que a água é um direito humano e ninguém deve ter o acesso a ela negado. “Devemos encorajar a cooperação para enfrentar a crise global da água e fortalecer nossa resiliência aos efeitos da mudança do clima, no intuito de dar acesso a água para todas e todos, especialmente os mais vulneráveis”, disse o secretário-geral.

O dirigente máximo da ONU ressaltou ainda que fatores como situação econômica, gênero, etnia, religião e idade afetam o acesso das pessoas a água potável.

“À medida que nos esforçamos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, devemos valorizar os recursos hídricos e garantir sua gestão inclusiva, se quisermos proteger e usar esse recurso vital de forma sustentável para o benefício de todas as pessoas”, concluiu Guterres.

UNESCO pede acesso universal a água e saneamento

Também por ocasião da data, a chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou que apenas dois quintos da população global têm acesso a serviços de saneamento geridos de forma segura. “O acesso a água potável é um direito humano e – juntamente com o acesso a instalações sanitárias – impulsiona o desenvolvimento”, afirmou a diretora-geral da agência da ONU.

Audrey explicou que, em 2019, as comemorações do Dia Mundial da Água estão centradas no tema “não deixar ninguém para trás”, que ecoa o lema da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável e seus 17 objetivos.

“Essa aspiração de alcançar até mesmo as pessoas mais vulneráveis é cada vez mais importante: a intensificação da degradação ambiental, a mudança climática, o crescimento populacional e a rápida urbanização – entre outros fatores – impõem desafios consideráveis à segurança hídrica”, acrescentou a dirigente.

A ONU divulgou nesta semana a nova versão do Relatório Mundial sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos. A pesquisa mostra que, em 2015, 4,5 bilhões de pessoas, ou seis entre dez moradores do planeta, não tinham instalações sanitárias seguras.

“O relatório defende que se dê um impulso à vontade política internacional para alcançar os marginalizados e para enfrentar as desigualdades existentes – sejam elas socioeconômicas, com base em gênero, ocasionadas por desafios específicos dos contextos urbanos ou rurais, ou decorrentes de qualquer outro fator”, explicou Audrey.

“Essa necessidade por mais solidariedade internacional é especialmente importante em certas regiões, como a África Subsaariana e o Sul da Ásia, onde o acesso a serviços básicos de fornecimento de água e saneamento continua a ser amplamente limitado.”

A chefe do organismo internacional explicou que, num mundo cada vez mais globalizado, decisões sobre recursos hídricos atravessam fronteiras — o que exige uma governança abrangente sobre água.

“Neste Dia Mundial da Água, a UNESCO reafirma seu compromisso de apoiar os governos em seus esforços para alcançar o acesso universal à água e ao saneamento para todos, sem discriminação. Ao priorizar as pessoas mais necessitadas, nós seremos capazes de construir comunidades mais resilientes, sociedades mais igualitárias e um mundo mais pacífico e sustentável”, concluiu Audrey.

FAO: segurança hídrica é fundamental para acabar com a fome

Também nesta sexta, a vice-diretora geral de Clima e Recursos Naturais da FAO, Maria Helena Semedo, chamou atenção para os desafios que a escassez de água traz para a produção de alimentos. A agricultura responde por 69% das captações de água, e cerca de 80% das terras cultiváveis ​​do mundo são alimentadas pela chuva, produzindo 60% de toda a comida.

“À medida que a disponibilidade de água doce diminui devido ao crescimento populacional, à urbanização e a mudanças dos padrões de vida, vemos um aumento nas exigências agrícolas, industriais e energéticas. Essa luta pelo equilíbrio é o nosso maior desafio ”, alertou a especialista no encerramento do Fórum Internacional sobre Escassez de Água na Agricultura, em Cabo Verde.

De acordo com Maria Helena, até 2050, a demanda global de água aumentará de 20 a 30%, enquanto a oferta diminuirá de forma alarmante. As mudanças climáticas também vão afetar a disponibilidade de recursos hídricos e os ciclos hidrológicos naturais.

“As áreas secas tendem a se tornar mais secas, as estiagens tendem a se tornar mais frequentes e severas, e áreas costeiras serão mais afetadas pela intrusão da água do mar devido ao aumento do nível do oceano. A agricultura é, de longe, o setor mais afetado em períodos de seca, levando a perdas de safra e redução da produção ”, explicou a especialista.

A dirigente da FAO disse ainda que esses prejuízos afetam a população rural e agricultores, em especial os pequenos produtores, responsáveis por 80% das fazendas do mundo em áreas menores que dois hectares.

Maria Helena citou estudos recentes que apontam que as secas afetaram mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo num período de dez anos. A especialista também frisou que a escassez de água, as secas, o aumento do nível do mar, a desertificação e a perda de ecossistemas provocam pressões sociais consideráveis, capazes, por exemplo, de causar migrações forçadas.

“Na FAO, promovemos medidas como a seleção de espécies resistentes à seca e salinidade, manejo sustentável do solo e captação de água. Essas inovações podem ajudar muito os agricultores, especialmente os pequenos produtores, a garantir a produção de alimentos em períodos de escassez de água ”, completou a representante da FAO.

Fonte: Site das Nações Unidas

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