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Protagonismo Emocional

Uma jornada que inspira pessoas

Você se pergunta o porquê da sua liderança não obter o efeito que gostaria nas pessoas? Por que não consegue trazê-las para perto e inspirá-las a fazer um trabalho com excelência?

A liderança é uma forte caminhada de autoconhecimento, desenvolvimento emocional e, mais do que isso, de influência humana.

Assim, se considerarmos que para inspirar as pessoas no exercício da influência precisamos do autogerenciamento nas competências de autopercepção e empatia, nada mais eficaz do que investir no autoconhecimento, entendendo quem somos e quais são os norteadores do nosso desempenho como líderes.

O Instituto Livres tem por missão inspirar e mobilizar pessoas para ações que cooperem com melhorias sustentáveis nas vidas de pessoas e comunidades que sofrem com restrições e condições de vida sofríveis, não dignas. E como fazemos isso?

Quero te convidar a refletir sobre alguns pontos de um artigo da Professora convidada da Fundação Dom Cabral – Lívia Mandelli, psicopedagoga organizacional e administradora, especialista em remodelagem comportamental na íntegra e entender verdadeiramente como funcionamos – nós, seres humanos – e o que nos impede de sermos a nossa melhor versão.

Com o estilo comando/ controle já ultrapassado, é importante refletirmos e entendermos quais são as estratégias pessoais que devemos usar para perpetuar uma liderança de qualidade. A resposta está em nosso próprio comportamento. Há duas vertentes essenciais na jornada de inspiração de pessoas:

  • Ter altos níveis de autopercepção, uma das competências de inteligência emocional, é fundamental para o exercício da liderança. Quanto mais você percebe suas atitudes, mais consegue adequá-las ao estilo do outro. A pergunta que não quer calar é: por que não posso simplesmente agir do jeito que sou? E a resposta é mais que clara – simplesmente, porque se fechar em seu próprio mundo e fazer as coisas da forma como elas funcionam para você podem não influenciar o outro. O diferencial é perceber como você influência e inspira as pessoas, e fazer isto de forma extremamente personalizada.
  • Ter altos níveis de empatia é outra competência de inteligência emocional. Ser empático não é ser simpático, nem querido por todos. É compreender como os outros se sentem e agir sobre esta compreensão (EQI2.0, 2017). Sendo empático, você consegue entender como o outro está se sentindo e, assim, “programar e gerenciar” suas atitudes, levando em consideração o que funciona para ele, naquele momento. É entender que a sua forma de agir nem sempre será a melhor para a outra pessoa.

Exercer a autopercepção e a empatia não é tarefa fácil, mas a boa notícia é que o desenvolvimento das duas competências está diretamente ligado aos nossos níveis de protagonismo emocional – ou seja, basta querer. Então, pergunto: por que devemos gerenciar o nosso estilo de liderança? Não são os nossos subordinados que devem se adaptar ao nosso estilo e pronto? A resposta é sim e não:

  • Sim, porque, automaticamente, as pessoas nos observam o tempo todo e acabam se moldando à nossa forma de ser e de agir. Elas se adaptam. Mas será que essa adaptação traz os melhores resultados para a organização?
  • Não, porque se fizermos as coisas somente do nosso jeito, nem sempre conseguiremos atingir os gatilhos de desempenho das pessoas. E vamos ter trabalho redobrado para inspirá-las a querer fazer.

A liderança não é uma jornada simples, mas uma forte caminhada de autoconhecimento, desenvolvimento emocional e, mais do que isso, de influência humana. Estudos realizados por mais de uma década, por Alice H. Eagly e Steven J. Karau, mostram que, somada aos cuidados mencionados, a liderança ainda pode ser altamente prejudicada ou beneficiada pelo gênero das pessoas que exercem o papel de líderes nas organizações. Assim, além de conscientes da necessidade de empatia e autocontrole, precisamos entender profundamente os estereótipos de liderança e sua influência na execução de qualquer estratégia.

Em artigo publicado no Industrial and Organizational Pshychology (2008) – Gender stereotypes are alive, well, and busy producing workplace discrimination –, Heilman e Eagly nos alertam sobre a possibilidade de julgarmos erroneamente as pessoas em posição de liderança, simplesmente, pelos atributos de estereótipo, não importando se elas têm autopercepção e empatia. Ao julgar dessa forma, desqualificamos a liderança por elas exercida.

Um estereótipo que criamos em nosso inconsciente é considerar que líderes devem ser queridos, simpáticos, focados em relacionamento, prestativos, colaborativos, e assim por diante. Quando não apresentam esses comportamentos, logo surgem os apelidos pejorativos, verbalizados ou não, por sua equipe e seus pares. É bom lembrar que somente esses atributos não são consistentes com aquilo que acreditamos ser necessário para obter sucesso e resultado nas organizações.

As pessoas associam o papel da liderança muito mais às características do estereótipo masculino do que do feminino (Schein,2001). Essa associação provoca um gap entre o gênero do(a) líder e o papel de liderança que ele(a) exerce, com expectativas negativas de performance que resultam em más avaliações e dificuldades em sustentar uma liderança de qualidade. Nesse sentido, é de extrema importância investir em conhecimento e em si mesmo(a) para aprimorar seus gaps de percepção de gênero e entender realmente as forças da liderança.

Geralmente, julgamos as pessoas por estereótipos inconscientes que carregamos em nossa bagagem emocional. A discriminação em liderança e o fato de as mulheres poderem apresentar mais dificuldade para encontrar o comportamento correto – paralelo à expectativa social de que se comportem como mulheres e os homens, como homens – podem influenciar negativamente a qualidade de execução na liderança e, assim, deixar de inspirar as pessoas. É preciso também ressaltar que podemos julgar erroneamente a qualidade de liderança desta ou daquela pessoa, devido aos estereótipos conscientes e inconscientes que preconcebemos.

Uma experiência interessante para a jornada de autoconhecimento é discutir as questões da liderança com outras pessoas que estejam na mesma posição, seja no seu trabalho, com amigos, líderes na igreja etc.

Assim, se considerarmos que para inspirar as pessoas no exercício da influência precisamos do autogerenciamento nas competências de autopercepção, empatia e consciência total dos nossos vieses inconscientes de preconceito, nada mais eficaz do que investir no autoconhecimento, entendendo quem somos e quais são os norteadores do nosso desempenho como líderes.

Chegou a hora de olharmos para dentro e entender verdadeiramente como funcionamos e o que nos impede de sermos a nossa melhor versão. Quem é a sua referência? Quem te inspira e por quê? Faça-se essas perguntas e avalie o que você pode e precisa fazer para alcançar esse patamar.

Nós do Instituto Livres, queremos te inspirar, queremos ser uma referência que agrega valor à sua vida e te motiva a querer fazer o bem a quem precisa, mobilizando amigos, colegas e familiares a também se engajarem nessa missão de transformar vidas no sertão!

Já conhece nossos projetos? Fale com nossa equipe e seja uma influência positiva na nossa sociedade!

(Fonte: adaptado do Blog da FDC)

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